domingo, 6 de maio de 2012

À Diana.

De uma quietude digna de santuário,
Uma paz que só da Deusa há de vir.
A felicidade de sentir-me completa quando canto a ti.
A lua plena no céu estrelado, a formar um véu sobre mim.
A relva sob os meus pés descalços.

Sinto a brisa da noite em minha pele marcada pela Deusa,
Teu símbolo de amor e sabedoria marcando-me como tua.
E nesse passo, de cantar a ti tua beleza Grande Mãe,
Sinto o aroma de flores vindo com o vento,
E teu amor me aquece e tua presença me enche de alegria.

Dançando em volta do fogo, teu nome em meus lábios,
Tua linda face vejo em minhas lembranças,
Lembranças de uma vida ancestral que me liga a ti.
Tua prece faço com amor, e peço a ti a paz que me concedes,
Luna vem abençoar com força e amor.

Agradeço a ti minha Deusa e peço apenas que sejas,
Sejas sempre a Minha Mãe,
Serei sempre tua, tua voz e tua face na terra.
Lhe venero e agradeço,
Tua face admiro nesse céu negro, grande Diana.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Desejo e ausência.

Deito nesta cama com o fogo queimando em minhas veias,
Cada músculo tencionado de desejo e vontade a pedir,
Implorando por um pouco de teu corpo, o doce suco que vem de ti.
O teu toque a aquecer minha pele e a queimar minha carne,
Marcada em brasa pelo desejo de te ter aqui,
Sonha com o momento que fará de ti parte de mim,
E que fundirá o desejo que tenho com a chama que possuis.


No silencio deste quarto, relembro de quando te toquei pela ultima vez,
Quero te abraçar, me entregar aos poucos,
De vagar e com amor te tenho em mim,
O desejo pulsando no ritmo do coração,
A respiração oscilando aos pucos,
A lembrança de teu corpo me invade a mente,
E nesse tempo sou varrida pelo desejo avassalador de ti.


Fico em brasa e me consumo enquanto meus pensamentos vagueiam,
Imagino que estas mãos são tuas, enquanto passeiam por estas curvas.
Sinto o cheiro da tua pele,
Me entrego ao prazer culpado e secreto que invade meu corpo em ondas.
E tal qual a chama queima até consumir, me deixo levar até me extinguir.
E adormeço aqui, como se fossem teus os braços que me envolvem.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Pureza.

"Dei ao mundo um presente tal qual ninguém mais receberá.
Dediquei ao bem um coração puro, cheio de amor.
E de minha vida fiz apenas o melhor que pude.
Cuidei para que dor e mágoa, só passassem pelas minhas mãos se fosse para sarar.


Amei de peito aberto, e chorei sinceramente.
Me feri vez ou outra, mas sempre esperando pela cura.
Nunca perdi a fé em amar.
E sempre acreditei no melhor do mundo.


E hoje nos meus dias finais,
Olhando no espelho vejo o rosto de uma pessoa feliz,
E que mesmo cometendo uns erros tolos,
Nunca deixou de ser uma criança na alma."

terça-feira, 27 de março de 2012

Meu caminho.


Deitei na cama com a certeza que estou escolhendo o caminho diferente, mas o meu caminho.
Não estou me importando mesmo hoje, se você acha que fazer isso ou aquilo é certo ou errado. É a minha vida, e quem decide o rumo sou eu, e sinto lá naquele lugar do peito que estou fazendo o certo.
Se ando desistindo de me ver como uma apaixonada por uma pessoa, é porque ando a ver o mundo e me apaixonar por todas as possibilidades que a estrada pode me trazer, e quando escolho abrir minha mente para pensar e refletir sobre muito mais que a última novidade que fulano veio contar, e quero refletir por exemplo, sobre a beleza de poder escolher se quero ou não ter um filho, dessa liberdade adquirida, de ser totalmente senhora de mim... É nessa hora que percebo como meus olhos estão mais abertos, que mesmo eu tendo escolhido fazer da minha vida uma prova de resistência, eu sinto, de um modo que ninguém mais sente, e vejo coisas que estão claras a quem decide apenas que quer ver, mas que a maioria prefere se manter cega.
O rumo de quem caminha em direção ao óbvio é muito fácil, mas os que escolhem esse pentatlo que é ser senhor de si de verdade, fazer apenas aquilo que escolhe, pensando, cuidando para não se perder, nem se afogar, sabem o quanto de disciplina, dor, coragem e vontade é preciso.
E aos poucos vou chegando lá. Mesmo que o mar esteja em tempestade, que a estrada não seja das melhores, que o equipamento falhe, ainda sou eu que comanda o jogo, este é meu jogo, minha tarefa e minha vida. Não vou me permitir perder, nunca vou me permitir chegar em segundo quando se trata do meu rumo, porque se é escolha minha a rota, eu tenho que estar pronta para vencer, mas quando o jogo acabar, esse que não tem troféu, mas a vitória é muito melhor, e eu olhar por tudo que passei, pelas escolhas que fiz, vou me sentir feliz, numa amplitude de felicidade que vai além de tudo que já pude  provar. A certeza de que escolhi o certo, e que estou em paz comigo mesma.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Novos rumos.


Todo dia desperto, e tenho despertado em vários aspectos.
Meu intelecto anda a desabrochar, meus olhos abertos, como nunca estiveram, para ver das pequenas luminescências até aquilo que o mais denso negror anda a tentar esconder de mim.
Me felicito com o fato de que mesmo cheia de velhos conceitos ainda, tenho aprendido a receber os novos de peito aberto. E nesse tempo e ritmo, de passo lento, de criança que aprende a caminhar, sigo rumo a um ser que será melhor, menos cheio de tolas crenças e como diria Shakespeare, sem aquela vã filosofia tão comum...
Mas ainda não ouso dizer que sei de algo, apenas vislumbro o fim das crenças que arraigadas em mim, arranco a unha, como uma tatuagem profunda na carne, e com sangue, vontade e disciplina um dia chego a ser menos tola e mais sábia, mas nunca o bastante.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Luz do dia.

"Pequeno raio de sol, brilhe como nunca.
Resplandeça em toda sua glória.
Perceba que não há no mundo o que possa realmente te ofuscar,
Por essa razão, aqueça e ilumine, por onde passar.

Seja linda e dourada, tal qual, foste criada para ser.
Revele ao mundo, as verdades que só tua luz poderá ser capaz.
Atrevesse as janelas, quebre barreiras e vá a diante.
Das primeiras horas da manhã, lhe verei emergir devagar.

E enquanto o dia, estiver por aqui, também estarás.
E se uma nuvem tola, tentar lhe eclipsar, reflita,
Uma nuvem sempre passa, mas tu sempre volta a resplandecer.
E nunca brilhe menos por conta de um simples contratempo.

Quando o dia, nos deixar, para seguir seu rumo errante,
Sei que com ele partirá, pois deve cumprir sua jornada.
Mas até a noite, percebe o quanto vales, pequenina,
E numa vã tentativa, faz da lua um pálido reflexo teu.

Mas não importa quantas densas nuvem venham a surgir,
Ou quantas noites tentem lhe afastar de mim.
Tua beleza e força sempre hão de superar a tudo.
Pois é teu o poder de brilhar, para aquecer este humilde coraçao."

Mãe.


"Lhe vejo como um tesouro sem par,
Pois mesmo quando não lhe mereço,
Comigo sempre posso teu amor levar.

Nas horas boas, teu sorriso me ilumina,
Nas más, juntas podemos chorar.
E quando eu estiver perdida, é tua a mão a me guiar.

A ti o dobro da felicidade que me desejas.
Peço desculpas por tudo aquilo que lhe feriu.
Me amas por quem sou por completo,
E sem reservas deste tudo a mim.

Minha cara mãe e amiga,
Sorria, pois teu é meu maior bem-querer,
Saibas que mais que qualquer um na vida,
Conheces este coração, pois tu, o ajudou a nascer."


segunda-feira, 19 de março de 2012

O despertar.

"Percebes no peito o palpitar inquieto de uma certeza partida.
A lágrima que escorre pelas faces, é gota de chuva,
A tempestade se aproxima e o trovão já se pode ouvir.
Na quietude do mundo, tudo o que resta é aguardar...


E estes olhos ainda meninos inocentes,
Conhecerão ainda a beleza do amar incondicional,
Saberão a dor e a miséria que o mundo esconde em seus confins,
E tornarão a chover e o peito tornará a trovejar.


Tudo parecerá perder o sentido simples,
Da visão que esta candura e doce ignorância davam por deleite do mundo.
Mas novos rumos se criam quando o caminho precisa ser mudado,
E teus pés te levarão ao caminho que precisar ser seguido.


Apesar das certezas partidas e ilusões esclarecidas,
Um novo mundo, com novas regras se abrirá diante de ti.
E teu despertar sereno do mundo das ilusões,
Trará o reconhecimento de uma realidade de infinitas possibilidades.


Saber-se-á que o tempo é eterno e nós não,
Mas isso apenas trará sabor a vida que morte um dia ceifará.
E enquanto a placidez do tempo se instala novamente em seu seio,
Morte e vida se alternam numa guerra que ninguém pode vencer."

quarta-feira, 14 de março de 2012

Inverno.

"Nem luz, nem dia,
A festa acabou quando o verão se foi.
Um rio que corria, agora é apenas um espelho gélido.
Tudo que era cor e vida, agora jaz sob um manto branco e cinza.


Sinto o vento frio a cortar fundo minha carne,
O vazio que impera nas ruas é igual ao de meu coração.
A sua partida levou consigo os últimos raios de sol,
A ilusão de que tudo seria eterno se partiu.


Enquanto a bela neve cai sobre tudo,
A beleza da dor se instala nesta moradia vazia que meu coração se tornou.
Congelado, tudo se quebra mediante a um toque suave.
E se o inverno não consumir a tudo, talvez no próximo verão, a vida retorne aqui."

terça-feira, 13 de março de 2012

Teu abraço.

" Deito no teu peito,
Repouso meus pensamentos no mais doce leito.
Sinto tuas mãos a caminhar pelas minhas curvas,
Sentindo o prazer a correr, a minha visão ficando turva.


Sinto teu cheiro grudar em mim,
Se entranha nos meus cabelos o teu aroma de jasmim.
O sorriso mais lindo que já pude ver,
O coração mais nobre que já pude ter.


E nesse clima doce e sereno,
Te amo um amor que nem é grande nem pequeno.
Só vejo como é um prazer esse nós,
Que nem ata ou desata se não estamos a sós.


Tua voz aos meus ouvidos é doce melodia,
As palavras gentis que me dizes, parecem uma poesia.
E sem tempo e sem demora
Te quero a qualquer custo, pra sempre e a qualquer hora.


Neste ninho te ajeito,
Com teu olhar sereno me deleito.
E todo o afeto que posso entregar,
Com devoção é teu, num gesto de dar.


E quando sinto que precisas ir,
Com pesar lhe deixo partir,
Pois não apenas de querer é feito te amar,
Também é da dor de lhe ver voar."

quinta-feira, 8 de março de 2012

Solidão a dois.

"Sinto saudades de sentir teu olhar sobre mim,
Daquele riso fácil, que me contagiava tanto.
Do teu toque suave a correr minha pele.
Do jeito franco que encarava as coisas quando tudo ia mal.

O que aconteceu com tudo que conhecíamos?
Somos dois estranhos agora. nem reconheço mais seu olhar.
Estamos sempre tão próximos, mas um muro nos separa.
E eu e você que o fizemos, tijolo por tijolo.

Cada segundo que passa, se arrasta lentamente,
E nada daquilo que sonhei se tornou real nesta casa.
Minhas lágrimas escorrem sem nem mesmo percebermos,
E tudo que faço é apenas perder a esperança de ainda te amar.

A verdade é que não existe mais nós,
Talvez nunca tenha existido...
E estamos sempre solitários, mesmo perto,
E sinto falta daquele que um dia eu amei."

terça-feira, 6 de março de 2012

Bom dia, meu amor.

"Uma manhã de domingo se levanta sonolenta,
Os botões de flores do meu canteiro ainda molhados de orvalho.
Meus pés a tocar a grama também úmida, se arrastando lentamente.
O toque suave da brisa no meu corpo quase despido.
O sol maroto a despontar no céu violáceo.
A magia e a beleza do nascer do dia.

A sensação maravilhosa de despertar ao lado de quem ama.
Levantar com cuidado para não te despertar.
O prazer inocente de lhe preparar um café da manhã especial.
Um pão fresco recheado de afeto e dedicação.
Colher flores silvestres para enfeitar a mesa que preparei com carinho.
O aroma das madressilvas a se misturar com o vapor quente do café.

Quando te vejo chegar, sorrateiro e brincalhão,
Me vejo a iluminar em um sorriso franco e aberto.
Cantando um bom dia, feliz, ao ritmo da canção baixinha que coloquei na vitrola.
Te dou o beijo mais afetuoso que tenho.
Enquanto meus braços, já por vontade própria, te envolvem num terno abraço.
E me percebo sendo guiada por ti numa doce dança repleta de amor.

Enquanto observo teu sorriso tão belo e sua voz tão cheia de vida.
Sua mania incorrigível de me despentear ainda mais.
E seu jeito bobo de me segurar entre os braços.
E no toque aveludado de tuas mãos em minha cintura,
Vejo o mundo que fizemos para ser só nosso.

Enquanto admiro estes lindos olhos que me fitam tão acesos.
Percebo a beleza deste momento singelo que tenho contigo.
E no íntimo sei que é destas coisas pequenas que construímos os sorrisos que damos um ao outro.
E quando a lágrima de alegria corre meu rosto,
Sinto teus dedos a apará-la na queda e sua voz confusa a me questionar, se estou infeliz.
E tudo que ouso lhe dizer, é que se existe felicidade, certamente este momento é sua perfeita definição."

segunda-feira, 5 de março de 2012

Aos Amigos.

"Eu me sinto cercada por uma fortaleza impenetrável,
Aqui tenho o exército mais poderoso do planeta.
São eles que seguram minhas mãos quando estou com medo de ir em frente,
E que me impedem de me jogar numa armadilha bem feita.
Por eles eu sou capaz de lutar,
Por mim eles também vão para a guerra.
Suas palavras são sábias, mesmo sem parecer fazer sentido.
E quando vejo os seus sorrisos, meu mundo se acende.
Meus irmãos por opção, 
Os verdadeiros, contam comigo sempre.
E sei que com eles sempre poderei contar.
Somos crianças grandes quando estamos juntos...
Mas se temos problemas, somos adultos para ajudar uns aos outros.
Se chover, serei o guarda-chuva deles,
Ou dançaremos juntos pelas ruas molhadas.
Quando for dia de sol, iremos juntos ver o mar.
E nas tardes preguiçosas de domingo, conversar na varanda vendo o dia passar.
Chorarei por eles.
Sorrirei por eles.
E não importa o que aconteça, seremos sempre amigos."

sábado, 3 de março de 2012

O poder do sorriso.

"Sorria amigo, a vida é uma tragicomédia.
De que adianta viver sisudo e solitário?
Não que só o sorriso vá resolver seus problemas,
Mas certamente te ajuda a encontrar quem pode ajudar!


Sorria de si mesmo, quando for preciso.
Tenha em mente aquele rosto de criança feliz.
O maior sábio é aquele que sorri da adversidade,
Que diz: "Sou maior que isso!" e ri do que o tenta diminuir.


Um bom homem, mesmo triste, espalha alegria,
Um tolo, se queixa da vida passivamente.
Um sorriso, mesmo bobo, pode mudar o dia.
Aquela pessoa que você espera pode estar a uma gargalhada de distância.


Brinque um pouco e dance mesmo sem saber.
Se permita um dia sem lágrimas,
Tenha amigos bobos, nunca tolos.
E no fim tudo será mais leve, até mesmo viver."

sexta-feira, 2 de março de 2012

Soberana do meu coração.


"Vejo esses olhos marejados a fitar os meus.
Um grito de desespero preso na garganta,
E eu aqui impotente diante de tua dor.
Apenas querendo captar as tuas lágrimas com meu amor.

Anseio por poder te envolver nos braços,
Fazer-te esquecer que dor e sofrimento são reais.
Transformar em faz-de-conta toda a tua angústia.
Dar-lhe apenas o lado doce de amar.

Mas meu amor nunca será aquilo que irá sanar essas feridas,
Pois se até o sol que é forte, mal transforma o mar em sal,
Como posso eu, que nada sou além de teu,
Transformar essas lágrimas em mel?

Se por pura vontade, pudesse te fazer feliz,
Teria agora neste lindo rosto o maior de todos os sorrisos.
Se por pura determinação, conseguisse te fazer esquecer,
Apenas de dias de verão e borboletas lembrarias.

Só eu sei o quanto quero curar estas assas,
Dar a ti, doce criatura, uma nova chance de voar.
Fazer meu coração sangrar no lugar do teu,
Se isto for preciso para de uma vez por todas fazer o pranto secar.

Diante de ti, sou apenas um bobo-da-corte,
Que a todo custo tenta distrair a sua rainha,
Mas se não olhares para mim,
Como posso ser eu o motivo da tua alegria?

Minha menina triste,
Eu estou de joelhos implorando para que me dê uma chance,
A chance de ser aquele que cuida de teu coração,
Aquele que nunca permitirá que ele se parta ou que sangre.

Pois se puder de algum modo te trazer para o reino que criei,
Apenas para que possas ser a rainha do meu coração,
Onde tua felicidade é a lei soberana,
Esteja certa que já o terei feito antes que derrames uma nova lágrima sequer.

A tua dor é minha, e meu amor é teu.
Se eu pudesse te libertar desta prisão de dor,
Seria a minha redenção diante de todos os meus pecados.
Mesmo que para isso tivesse de dar cabo ao meu próprio coração."

quinta-feira, 1 de março de 2012

As cores.

"Amo as cores, aquilo que sinto quando as vejo.
As cores dançam diante de mim, 
A música que as guia é aquilo que gera o meu coração.
Quando uma flor se abre, enche de vida o mundo, 
E é sua cor que a faz resplandecer de luz.
Quando olho nos olhos do dono de meu afeto,
Aquela cor é a mais perfeita definição de amar.
As cores falam sem um único som,
Mas gritam ao mundo o que seu coração não ousa dizer.
Um rosa lhe lembra a infância feliz.
O amarelo o calor gostoso do sol na pele.
Aquele vermelho que acelera o pulsar das veias,
E o singelo branco da pureza e paz.
Um luto se representa com o preto,
O arco-íris, o direito de todos de amar,
E não importa a cor da sua pele,
Seu sangue é vermelho assim como o meu.
Diante da vontade de celebrar me visto de cores e danço.
E nessa espiral da vida celebro a alegria do simples ato de viver."

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

O retorno da gata.


"Os olhos gulosos a devorar cada detalhe do mundo.
Este corpo irradiando paixão, sonhos e um ar de melancolia.
O caminhar vadio pelas ruas da cidade.
No peito pulsando o desejo de viver na batida de um blues.


Seus saltos-altos tocando o chão, tal qual os pés de uma leoa.
Ela saiu a caça esta noite, e se esgueira aqui e ali.
Os lábios vermelhos a cantar aquela melodia.
Sinuosa, enfeitiça os desavisados que a admiram.


Uma dose em seu copo e a fumaça a sua volta.
Faz do mundo seu parque de diversões.
Esta vida de sonhos partidos e ilusões passageiras é tudo o que ela tem,
Seu belo vestido negro, tudo o que ela realmente ama.


Quando ela fala, a todos conquista.
Pode ter tudo o que quiser em suas mãos.
Mas quando a noite termina vai embora como veio,
Pois até a gata sabe que até a Branca de Neve tem sua noite de Rainha Má."

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Pode entrar.

"Meu caro, olhe no fundo dos meus olhos,
Aceite o convite para partilhar meu mundo,
Entre de cabeça nesta aventura agridoce,
A mistura do real com a ficção.
A chance de ser aquilo que quiser.


Sinta o pulsar da vida em suas veias,
Beba da fonte até a embriaguez.
Se deixe levar pelo ritmo dos sentimentos.
Permita que sua chama acenda e brilhe,
Queime até sobrarem apenas cinzas.


E destas cinzas, pode se fazer o ser que você desejar.
Veja bem, meu bem, a beleza do mundo que te ofereço,
Se entregue, se liberte e se permita.
Perca o medo de mergulhar nesse oceano.
Caminhe comigo nestas terras inexploradas.


Vamos do topo ao abismo, 
Se for preciso, crie asas ou ganhe guelras.
Observe tudo, veja as possibilidades, aprenda um pouco comigo.
Mas me ensine também e me ajude a ser forte.
E se por fim, estiver cansado disso, pode voltar para casa.


Venha de peito aberto, se minha oferta quiser aceitar,
Só entrar, a chave está nas suas mãos.
É a sua chance de conhecer o que apenas eu conheço.
Esteja certo que esta viagem vai mudar sua mente,
Só não esqueça de trancar a porta ao sair."

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Libertação.

"Sou um pássaro que muito viveu engaiolado,
Mas agora eu fujo, pela porta que esqueceste aberta.
Vou alçar vôo e me libertar destas barras.
Sentir com força o poder do ruflar destas asas.


Nunca mais vou cantar para ti ou esperar pelas migalhas que me davas.
Será difícil aprender a me cuidar,
Mas sou forte como um falcão.
E bela e delicada como um beija-flor.


Sou mais que canto e beleza,
Sou força e determinação também.
Nem sei porque me permiti por tanto tempo essa corrente,
Se nasci apenas para voar livremente.


Ainda não tenho pouso nem ninho,
Não sei para onde irei, muito menos meu caminho.
Tudo que sei até aqui, é que vou voar em fim.
Mas que certezas qualquer um tem?


Meu vôo está apenas no começo,
As folhas a farfalhar a minha volta,
Sinto o vento contra mim, 
Mas apenas eu posso me parar.


Canto agora para quem não me aprisiona,
Fico agora, apenas onde quero.
Me libertei por descuido teu,
Me mantenho livre por vontade minha.


Mas a verdade é que nunca fui tua,
Pois fugi, e fugiria tanto quanto pudesse,
Apenas desconhecia o direito de voar,
Mas agora vou seguir enquanto anoitece.


Mantenho o coração aquecido,
A mente decide aquilo que vou fazer,
Talvez até que me perca,
Mas livre, certamente nunca deixarei de ser."

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Guerra.

"Sou de paz, meus amigos.
Mas vou pra guerra, porque preciso.
Pinto meu rosto e ponho a armadura.
Escolho as armas com que sei lutar.

Até a vitória sigo sem medo,
Me ponho diante de meus inimigos,
Minha melhor munição é a coragem,
E por mim luto até a última gota de sangue.

Com minha espada e meu escudo,
Defendo minha vida bravamente.
Conto com a ajuda de leais companheiros,
Aqueles por quem matarei ou morrerei também.

Cada corte na carne, cada gota rubra,
Tudo é para fazer a vitória valer mais,
As marcas que ficarão, serão para lembrar de cada um que caiu.
Cada um que eu levar a queda, será por necessidade.

Mas amigos, não há clemencia nesta guerra,
Nem para nós nem para eles,
Ninguém sairá escravo, mas apenas os vencedores saem de pé.
E eu serei a guerreira que nada impedirá!"

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Do que é feito um rei.


Passei diante daquele que há muito e por muito tempo, foi o senhor de mim, e vi que ele nada mais é que apenas mais um plebeu no meio da multidão.
Como pude tratá-lo como um soberano, se ele daria diamantes aos porcos?
Como pude dar a ele um tesouro que ninguém mais teria, e não perceber que ele nunca entenderia o valor daquilo que lhe era ofertado?
 Fui mesmo uma tola em pensar que seria capaz de ensinar um qualquer a ser um Lorde digno de ocupar o trono, de governar um reino rico, lindo e cheio de magia. Mas não poderia saber que por trás daqueles lindos olhos que tanto me encantavam com toda aquela doçura e calor, se escondia um pobre diabo que nada sabia sobre o que é ter tanto nas mãos, mas não ouso dizer que fui enganada, nem que sabia o que estava fazendo. Posso apenas dizer que julguei mal aquilo que escolhi como senhor de mim, e que agora vivo tempos de anarquia no coração, pois nem mesmo eu, consigo segurar a rebelião que a queda deste rei criou aqui. Apenas espero que ele encontre seu lugar no mundo, mas que certamente não é no meu, mas foi, por um longo tempo, mesmo quando ele já havia abandonado o trono, pois eu ainda era a sua rainha, e aguardava, em vão por seu retorno. Mas agora percebo que ele nunca reinou de fato, eu o nomeei rei, mas um rei é feito mais do que de roupas belas, uma coroa e um trono.
Vejo agora, ao vê-lo como o plebeu que é compreendendo finalmente que não se pode apenas dar a alguém o poder, se este não souber usar, pois de nada vale dar o trono a um fraco, que diante da primeira decisão que tiver de tomar, irá se curvar de joelhos e entregar a coroa ao primeiro que tentar tomá-la. Poder não se ganha, se conquista. E nem que ninguém governará sozinho um reino que é meu por direito, e mérito.
Agora sei que um dia alguém lutará contra os anarquistas, para restabelecer o reino, um guerreiro que não precisará de armadura reluzente e um cavalo branco, apenas vontade, força, e coragem para governar e restaurar o reino e desfrutar de sua rainha. Alguem que saberá partilhar a dor dará valor ao mais ínfimo detalhe de sua coroa e adorará a simplicidade do castelo que ele por mérito conquistará.
Mas enquanto o tempo de paz não chega, eu aqui, tento pacificar a rebelião a espera daquele que será o verdadeiro nobre, de coração e atos, que terá a honra de governar ao meu lado, e não mais acima de mim.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Desculpas (Flor).

Gente, aqueles que vieram aqui durante essa semana que me ausentei, agradeço a atenção e carinho.
Eu também preciso foliar, mas estejam certos de que tudo que vivi está entranhado na pele e no peito, e invariavelmente será compartilhado com aqueles que têm o acesso mais íntimo a mim depois, claro de eu mesma, e a partir de hoje, já serão normalizadas as atualizações. A todos os meus amigos e leitores tão devotados que aceitam o meu mundo de presente em forma de texto, reitero o agradecimento e deixo beijos.
De presente, um texto para me desculpar com todos.


Flor.



"Aqui na noite triste sem lua no céu,
Me despeço de minha bela flor.
Vejo a sereia que me enfeitiça a balançar os quadris,
Indo em direção à seu porto e me deixando ao relento.


Tenho de me contentar com seu riso fácil,
Seu jeito de menina presa ao corpo de mulher.
Tenho de aceitar que meu botão de Rosa,
Desabrochou, é flor nova no orvalho.


Minha linda flor branca como as nuvens,
Seus olhos tão negros quanto esse céu que me cobre,
Esses lábios de um rosáceo tão suave,
Porque tem de ser colhida?


Morena, que nunca será minha,
Nem menina nem mulher.
Brinca com esse pobre coração
Que é teu espinho em minha carne."

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Doces prazeres.

Tão doce é o mel que escorre de teus lábios.
O gosto agridoce que me escorre pelos dedos.
Os sussurros abafados entre os lençóis.
Tua força e nosso desejo.

Numa fusão de corpos, somos um feito de dois.
Movidos pelo desejo, somos dois feitos de um.
Na ritmo de nosso amor, 
Tuas mãos correm meu corpo.

Em meus quadris, faço uma armadilha para lhe capturar.
Minhas mãos lhe trarão a recompensa que procura.
Vou me embriagar de você.
Dar a essas paredes segredos.

Vou partilhar aquilo que é mais oculto.
Lhe dar aquilo que sempre procurou.
Nestas curvas vou lhe entregar o paraíso.
Hoje serei o que você sempre sonhou.


Para realizar os seus desejos,
Foi para isso que vim até aqui.
Revelar os meus segredos,
Te levar onde ninguém mais chegou.


Nesse tempo de te puxar e soltar.
Um suspiro de ti arranquei.
Minhas marcas vão ficar em você,
O meu paraíso em você eu achei.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Ode a Alegria.

"Uma bela manhã de verão,
É o que tenho preparado para hoje.
Um sorriso estampado no rosto,
É meu presente a ti, mundo.


Hoje canto a canção dos felizes e gratos.
Caminho livremente pelas calçadas da cidade.
Aquilo que era cinza, hoje está azul celeste!
Um cheiro de vida no ar...


Faço do meu sorriso a minha bandeira.
Danço sem mais, apenas por querer.
Vivo o dia, celebro a vida.
A paz é o que impera em mim.


Porque amar é preciso,
Beijo teu rosto e lhe dou um abraço, irmão.
Aqui vejo um mundo cheio de cores e possibilidades.
E quero, de peito aberto, dividir contigo.


Parto agora, com a mensagem de paz e alegria.
Amando o mundo e a vida.
Vou seguir em frente,
Com a certeza de que no seu coração plantei minha semente."

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Nós.

"Aqui na calada da noite, 
Me deito em teus braços.
O silêncio a falar aquilo que os olhos tentam ocultar.
Te tenho sem ter, me dou sem te pertencer.

Adoro lhe fazer corar ao elogiar seu sorriso,
Te faço querer brigar comigo quando de leve te deixo constrangido.
o quero te prender,
Mas detesto quando vais...

Meus olhos se perdem nos teus.
Te convido a entrar no meu mundo.
Guardo em segredo o que quero de nós.
E ao meu modo, me ponho a te amar."

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Confissão.

"Não quero brincar mais, sou uma criança que cresceu...
Estou aqui diante de ti, para contar um segredo, amigo.
Compartilhar um desejo que guardo no peito.
Aqui na sua porta, a pedir licença para entrar na sua vida.


Tenho que confessar aquilo que venho escondendo.
Um querer que em silêncio dediquei a um alguém...
Quero aqui, com as estrelas por testemunha, revelar.
Não sei se me entenderás, mas sei que preciso dizer.


Caro sr., eu quero lhe dar o meu coração.
Nunca negar carinho ou perdão.
Te ofereço a única coisa que é minha e tua sempre foi.
Um amor tão grande que nada pode mensurar.


Quero dar um sorriso apaixonado,
Te ver passar pela minha janela a olhar para mim.
Sussurrar no seu ouvido palavras doces como o mel.
Também compartilhar com você o mar, a lua e todo o céu.


Aqui te conto uma verdade que ninguém mais ouviu,
Se me aceita ou me rejeita, diga logo, não seja vil.
Tudo que faço é por te amar.
Seja eu teu amor ou não, ao menos a verdade tu saberás."

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Rendição.

"Estou entregue aqui, de joelhos.
Estou pedindo por clemência em um ato de rendição.
Quero dizer que asteio a bandeira branca diante de ti, 
E digo que contra o que sinto não posso lutar.


Meu caro, estou perdendo a guerra,
Estou lhe dando o coração pelo qual lutaste.
É teu o tão sonhado premio.
Pois não posso resistir mais ao teu olhar. 


Me ponho aqui, como teu espólio.
Desisto até de ser livre, para te pertencer.
Me entrego ciente de todos os riscos.
Pois o coração é um inimigo que não posso combater."

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Mar e cinzas.

"A minha paz está nos braços do meu algoz.
O meu coração, num jarro cheio de cinzas.
Apenas deixo o mar me levar em suas ondas...
Enquanto as lágrimas escorrem o rosto e lavam o peito ferido.


Enquanto vejo o vento espalhar o pouco que sobrou,
E o laconismo dos sentimentos a se fixar.
As flores que aos poucos murcham e desbotam,
São apenas um reflexo do que aconteceu.


O sol que se esconde atrás das nuvens,
Acinzenta um dia que era azul...
Perdida das vistas do resto mundo, 
Vejo apenas a luz que está a se apagar.


O ar aos poucos começa a faltar...
Enquanto o mundo se torna um borrão.
E me afogo devagar neste mar em tempestade.
Pensando apenas no que poderia ter sido."

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Amor de Carnaval.

"A cidade colorida se acendeu.
Um mar de gente a dançar pelas ruas...
E em meio a multidão mascarada seus olhos fitaram os meus.
No ritmo frenético da festa, no abismo do querer.
E no reino de Momo nos fizemos amantes.
Nas ruas desse lindo festival, nos demos a todos os doces prazeres.
Sob as bençãos dos foliões fomos feitos de alegria e desejo.
E durante estes loucos dias, pulamos, dançamos e amamos.
E o fogo que se alastra, consome a alma e queima a carne.
Mas a chama sempre finda e tudo se consome.
Chegada a Quarta-Feira de cinzas, a hora da partida se aproxima.
Estou cheia de lembranças, e alegria.
Mas é tempo de dizer adeus, a um amante sem nome."

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Partida.

"Aqui estou eu vendo a porta aberta.
E o lugar que era seu vazio.
Sinto o silêncio que grita e ecoa nessas paredes.
O tempo que apenas se arrasta.

Tudo aqui está congelado,
O teu retrato ainda nas paredes.
Teu cheiro ainda nas roupas.
O amor ainda aqui no meu peito.

Me sinto parte da mobília,
A vida deste lugar se foi.
Não sinto mais nenhuma alegria.
Onde estará você, meu grande amor?

As cores todas estão desbotadas,
Mas tenho que me acostumar com este adeus.
Deixar de procurar você nos lençóis.
Dar ao mundo os sorrisos que eram apenas teus.

Canto a tristeza e a melancolia.
Esses dias irão pra nunca mais.
Arde tudo aqui no peito.
Tu fostes sem nem um mas...

Ainda não sei o porque,
Mas a porta ainda está aberta.
Chorarei aqui baixinho.
E deixarei de pensar aos poucos na tua partida."