terça-feira, 1 de maio de 2012

Desejo e ausência.

Deito nesta cama com o fogo queimando em minhas veias,
Cada músculo tencionado de desejo e vontade a pedir,
Implorando por um pouco de teu corpo, o doce suco que vem de ti.
O teu toque a aquecer minha pele e a queimar minha carne,
Marcada em brasa pelo desejo de te ter aqui,
Sonha com o momento que fará de ti parte de mim,
E que fundirá o desejo que tenho com a chama que possuis.


No silencio deste quarto, relembro de quando te toquei pela ultima vez,
Quero te abraçar, me entregar aos poucos,
De vagar e com amor te tenho em mim,
O desejo pulsando no ritmo do coração,
A respiração oscilando aos pucos,
A lembrança de teu corpo me invade a mente,
E nesse tempo sou varrida pelo desejo avassalador de ti.


Fico em brasa e me consumo enquanto meus pensamentos vagueiam,
Imagino que estas mãos são tuas, enquanto passeiam por estas curvas.
Sinto o cheiro da tua pele,
Me entrego ao prazer culpado e secreto que invade meu corpo em ondas.
E tal qual a chama queima até consumir, me deixo levar até me extinguir.
E adormeço aqui, como se fossem teus os braços que me envolvem.