"Nem luz, nem dia,
A festa acabou quando o verão se foi.
Um rio que corria, agora é apenas um espelho gélido.
Tudo que era cor e vida, agora jaz sob um manto branco e cinza.
Sinto o vento frio a cortar fundo minha carne,
O vazio que impera nas ruas é igual ao de meu coração.
A sua partida levou consigo os últimos raios de sol,
A ilusão de que tudo seria eterno se partiu.
Enquanto a bela neve cai sobre tudo,
A beleza da dor se instala nesta moradia vazia que meu coração se tornou.
Congelado, tudo se quebra mediante a um toque suave.
E se o inverno não consumir a tudo, talvez no próximo verão, a vida retorne aqui."
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quarta-feira, 14 de março de 2012
quinta-feira, 8 de março de 2012
Solidão a dois.
"Sinto saudades de sentir teu olhar sobre mim,
Daquele riso fácil, que me contagiava tanto.
Do teu toque suave a correr minha pele.
Do jeito franco que encarava as coisas quando tudo ia mal.
O que aconteceu com tudo que conhecíamos?
Somos dois estranhos agora. nem reconheço mais seu olhar.
Estamos sempre tão próximos, mas um muro nos separa.
E eu e você que o fizemos, tijolo por tijolo.
Cada segundo que passa, se arrasta lentamente,
E nada daquilo que sonhei se tornou real nesta casa.
Minhas lágrimas escorrem sem nem mesmo percebermos,
E tudo que faço é apenas perder a esperança de ainda te amar.
A verdade é que não existe mais nós,
Talvez nunca tenha existido...
E estamos sempre solitários, mesmo perto,
E sinto falta daquele que um dia eu amei."
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Partida.
"Aqui estou eu vendo a porta aberta.
E o lugar que era seu vazio.
Sinto o silêncio que grita e ecoa nessas paredes.
O tempo que apenas se arrasta.
Tudo aqui está congelado,
O teu retrato ainda nas paredes.
Teu cheiro ainda nas roupas.
O amor ainda aqui no meu peito.
Me sinto parte da mobília,
A vida deste lugar se foi.
Não sinto mais nenhuma alegria.
Onde estará você, meu grande amor?
As cores todas estão desbotadas,
Mas tenho que me acostumar com este adeus.
Deixar de procurar você nos lençóis.
Dar ao mundo os sorrisos que eram apenas teus.
Canto a tristeza e a melancolia.
Esses dias irão pra nunca mais.
Arde tudo aqui no peito.
Tu fostes sem nem um mas...
Ainda não sei o porque,
Mas a porta ainda está aberta.
Chorarei aqui baixinho.
E deixarei de pensar aos poucos na tua partida."
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