" Deito no teu peito,
Repouso meus pensamentos no mais doce leito.
Sinto tuas mãos a caminhar pelas minhas curvas,
Sentindo o prazer a correr, a minha visão ficando turva.
Sinto teu cheiro grudar em mim,
Se entranha nos meus cabelos o teu aroma de jasmim.
O sorriso mais lindo que já pude ver,
O coração mais nobre que já pude ter.
E nesse clima doce e sereno,
Te amo um amor que nem é grande nem pequeno.
Só vejo como é um prazer esse nós,
Que nem ata ou desata se não estamos a sós.
Tua voz aos meus ouvidos é doce melodia,
As palavras gentis que me dizes, parecem uma poesia.
E sem tempo e sem demora
Te quero a qualquer custo, pra sempre e a qualquer hora.
Neste ninho te ajeito,
Com teu olhar sereno me deleito.
E todo o afeto que posso entregar,
Com devoção é teu, num gesto de dar.
E quando sinto que precisas ir,
Com pesar lhe deixo partir,
Pois não apenas de querer é feito te amar,
Também é da dor de lhe ver voar."
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terça-feira, 13 de março de 2012
sexta-feira, 2 de março de 2012
Soberana do meu coração.
Um grito de desespero
preso na garganta,
E eu aqui
impotente diante de tua dor.
Apenas
querendo captar as tuas lágrimas com meu amor.
Anseio por
poder te envolver nos braços,
Fazer-te esquecer
que dor e sofrimento são reais.
Transformar
em faz-de-conta toda a tua angústia.
Dar-lhe
apenas o lado doce de amar.
Mas meu amor
nunca será aquilo que irá sanar essas feridas,
Pois se até
o sol que é forte, mal transforma o mar em sal,
Como posso
eu, que nada sou além de teu,
Transformar
essas lágrimas em mel?
Se por pura
vontade, pudesse te fazer feliz,
Teria agora
neste lindo rosto o maior de todos os sorrisos.
Se por pura
determinação, conseguisse te fazer esquecer,
Apenas de
dias de verão e borboletas lembrarias.
Só eu sei o
quanto quero curar estas assas,
Dar a ti,
doce criatura, uma nova chance de voar.
Fazer meu
coração sangrar no lugar do teu,
Se isto for
preciso para de uma vez por todas fazer o pranto secar.
Diante de
ti, sou apenas um bobo-da-corte,
Que a todo
custo tenta distrair a sua rainha,
Mas se não
olhares para mim,
Como posso
ser eu o motivo da tua alegria?
Minha menina
triste,
Eu estou de
joelhos implorando para que me dê uma chance,
A chance de
ser aquele que cuida de teu coração,
Aquele que
nunca permitirá que ele se parta ou que sangre.
Pois se
puder de algum modo te trazer para o reino que criei,
Apenas para
que possas ser a rainha do meu coração,
Onde tua
felicidade é a lei soberana,
Esteja certa
que já o terei feito antes que derrames uma nova lágrima sequer.
A tua dor é
minha, e meu amor é teu.
Se eu
pudesse te libertar desta prisão de dor,
Seria a
minha redenção diante de todos os meus pecados.
Mesmo que
para isso tivesse de dar cabo ao meu próprio coração."
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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Serenidade.
O salpicar da água a espalhar as brumas.
A lua bela e cheia, adornada de estrelas e azul.
O vento a tocar a pele como um tecido suave.
Os longos cabelos ao vento.
A tez tão serena, um olhar profundo.
Canta uma cantiga antiga, numa voz doce.
Olha o horizonte a pensar...
Vestida de sal e areia.
Sente o mundo pulsando sob os pés.
Contempla o passar do tempo,
A mudança com as marés.
Tem na mente a lembrança de dias imemoriais.
Guarda no peito saudade e esperança.
Sabe que um dia o fim chegará.
Mas esses dias serão de calmaria,
Pois ela aprendeu a ver a paz, onde há amor."
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