segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Libertação.

"Sou um pássaro que muito viveu engaiolado,
Mas agora eu fujo, pela porta que esqueceste aberta.
Vou alçar vôo e me libertar destas barras.
Sentir com força o poder do ruflar destas asas.


Nunca mais vou cantar para ti ou esperar pelas migalhas que me davas.
Será difícil aprender a me cuidar,
Mas sou forte como um falcão.
E bela e delicada como um beija-flor.


Sou mais que canto e beleza,
Sou força e determinação também.
Nem sei porque me permiti por tanto tempo essa corrente,
Se nasci apenas para voar livremente.


Ainda não tenho pouso nem ninho,
Não sei para onde irei, muito menos meu caminho.
Tudo que sei até aqui, é que vou voar em fim.
Mas que certezas qualquer um tem?


Meu vôo está apenas no começo,
As folhas a farfalhar a minha volta,
Sinto o vento contra mim, 
Mas apenas eu posso me parar.


Canto agora para quem não me aprisiona,
Fico agora, apenas onde quero.
Me libertei por descuido teu,
Me mantenho livre por vontade minha.


Mas a verdade é que nunca fui tua,
Pois fugi, e fugiria tanto quanto pudesse,
Apenas desconhecia o direito de voar,
Mas agora vou seguir enquanto anoitece.


Mantenho o coração aquecido,
A mente decide aquilo que vou fazer,
Talvez até que me perca,
Mas livre, certamente nunca deixarei de ser."