"Percebes no peito o palpitar inquieto de uma certeza partida.
A lágrima que escorre pelas faces, é gota de chuva,
A tempestade se aproxima e o trovão já se pode ouvir.
Na quietude do mundo, tudo o que resta é aguardar...
E estes olhos ainda meninos inocentes,
Conhecerão ainda a beleza do amar incondicional,
Saberão a dor e a miséria que o mundo esconde em seus confins,
E tornarão a chover e o peito tornará a trovejar.
Tudo parecerá perder o sentido simples,
Da visão que esta candura e doce ignorância davam por deleite do mundo.
Mas novos rumos se criam quando o caminho precisa ser mudado,
E teus pés te levarão ao caminho que precisar ser seguido.
Apesar das certezas partidas e ilusões esclarecidas,
Um novo mundo, com novas regras se abrirá diante de ti.
E teu despertar sereno do mundo das ilusões,
Trará o reconhecimento de uma realidade de infinitas possibilidades.
Saber-se-á que o tempo é eterno e nós não,
Mas isso apenas trará sabor a vida que morte um dia ceifará.
E enquanto a placidez do tempo se instala novamente em seu seio,
Morte e vida se alternam numa guerra que ninguém pode vencer."
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segunda-feira, 19 de março de 2012
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Guerra.
"Sou de paz, meus amigos.
Mas vou pra guerra, porque preciso.
Pinto meu rosto e ponho a armadura.
Escolho as armas com que sei lutar.
Até a vitória sigo sem medo,
Me ponho diante de meus inimigos,
Minha melhor munição é a coragem,
E por mim luto até a última gota de sangue.
Com minha espada e meu escudo,
Defendo minha vida bravamente.
Conto com a ajuda de leais companheiros,
Aqueles por quem matarei ou morrerei também.
Cada corte na carne, cada gota rubra,
Tudo é para fazer a vitória valer mais,
As marcas que ficarão, serão para lembrar de cada um que caiu.
Cada um que eu levar a queda, será por necessidade.
Mas amigos, não há clemencia nesta guerra,
Nem para nós nem para eles,
Ninguém sairá escravo, mas apenas os vencedores saem de pé.
E eu serei a guerreira que nada impedirá!"
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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Do que é feito um rei.
Passei diante daquele que há muito e por muito tempo, foi o
senhor de mim, e vi que ele nada mais é que apenas mais um plebeu no meio da
multidão.
Como pude tratá-lo
como um soberano, se ele daria diamantes aos porcos?
Como pude dar a ele um tesouro que ninguém mais teria, e não
perceber que ele nunca entenderia o valor daquilo que lhe era ofertado?
Fui mesmo uma tola em
pensar que seria capaz de ensinar um qualquer a ser um Lorde digno de ocupar o
trono, de governar um reino rico, lindo e cheio de magia. Mas não poderia saber
que por trás daqueles lindos olhos que tanto me encantavam com toda aquela
doçura e calor, se escondia um pobre diabo que nada sabia sobre o que é ter
tanto nas mãos, mas não ouso dizer que fui enganada, nem que sabia o que estava
fazendo. Posso apenas dizer que julguei mal aquilo que escolhi como senhor de
mim, e que agora vivo tempos de anarquia no coração, pois nem mesmo eu, consigo
segurar a rebelião que a queda deste rei criou aqui. Apenas espero que ele encontre
seu lugar no mundo, mas que certamente não é no meu, mas foi, por um longo
tempo, mesmo quando ele já havia abandonado o trono, pois eu ainda era a sua
rainha, e aguardava, em vão por seu retorno. Mas agora percebo que ele nunca
reinou de fato, eu o nomeei rei, mas um rei é feito mais do que de roupas
belas, uma coroa e um trono.
Vejo agora, ao vê-lo como o plebeu que é compreendendo
finalmente que não se pode apenas dar a alguém o poder, se este não souber
usar, pois de nada vale dar o trono a um fraco, que diante da primeira decisão
que tiver de tomar, irá se curvar de joelhos e entregar a coroa ao primeiro que
tentar tomá-la. Poder não se ganha, se conquista. E nem que ninguém governará
sozinho um reino que é meu por direito, e mérito.
Agora sei que um dia alguém lutará contra os anarquistas,
para restabelecer o reino, um guerreiro que não precisará de armadura reluzente
e um cavalo branco, apenas vontade, força, e coragem para governar e restaurar
o reino e desfrutar de sua rainha. Alguem que saberá partilhar a dor dará valor
ao mais ínfimo detalhe de sua coroa e adorará a simplicidade do castelo que ele
por mérito conquistará.
Mas enquanto o tempo de paz não chega, eu aqui, tento
pacificar a rebelião a espera daquele que será o verdadeiro nobre, de coração e
atos, que terá a honra de governar ao meu lado, e não mais acima de mim.
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domingo, 12 de fevereiro de 2012
Rendição.
"Estou entregue aqui, de joelhos.Estou pedindo por clemência em um ato de rendição.
Quero dizer que asteio a bandeira branca diante de ti,
E digo que contra o que sinto não posso lutar.
Meu caro, estou perdendo a guerra,
Estou lhe dando o coração pelo qual lutaste.
É teu o tão sonhado premio.
Pois não posso resistir mais ao teu olhar.
Me ponho aqui, como teu espólio.
Desisto até de ser livre, para te pertencer.
Me entrego ciente de todos os riscos.
Pois o coração é um inimigo que não posso combater."
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