"Nem luz, nem dia,
A festa acabou quando o verão se foi.
Um rio que corria, agora é apenas um espelho gélido.
Tudo que era cor e vida, agora jaz sob um manto branco e cinza.
Sinto o vento frio a cortar fundo minha carne,
O vazio que impera nas ruas é igual ao de meu coração.
A sua partida levou consigo os últimos raios de sol,
A ilusão de que tudo seria eterno se partiu.
Enquanto a bela neve cai sobre tudo,
A beleza da dor se instala nesta moradia vazia que meu coração se tornou.
Congelado, tudo se quebra mediante a um toque suave.
E se o inverno não consumir a tudo, talvez no próximo verão, a vida retorne aqui."
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quarta-feira, 14 de março de 2012
quinta-feira, 1 de março de 2012
As cores.
As cores dançam diante de mim,
A música que as guia é aquilo que gera o meu coração.
Quando uma flor se abre, enche de vida o mundo,
E é sua cor que a faz resplandecer de luz.
Quando olho nos olhos do dono de meu afeto,
Aquela cor é a mais perfeita definição de amar.
As cores falam sem um único som,
Mas gritam ao mundo o que seu coração não ousa dizer.
Um rosa lhe lembra a infância feliz.
O amarelo o calor gostoso do sol na pele.
Aquele vermelho que acelera o pulsar das veias,
E o singelo branco da pureza e paz.
Um luto se representa com o preto,
O arco-íris, o direito de todos de amar,
E não importa a cor da sua pele,
Seu sangue é vermelho assim como o meu.
Diante da vontade de celebrar me visto de cores e danço.
E nessa espiral da vida celebro a alegria do simples ato de viver."
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