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quinta-feira, 1 de março de 2012

As cores.

"Amo as cores, aquilo que sinto quando as vejo.
As cores dançam diante de mim, 
A música que as guia é aquilo que gera o meu coração.
Quando uma flor se abre, enche de vida o mundo, 
E é sua cor que a faz resplandecer de luz.
Quando olho nos olhos do dono de meu afeto,
Aquela cor é a mais perfeita definição de amar.
As cores falam sem um único som,
Mas gritam ao mundo o que seu coração não ousa dizer.
Um rosa lhe lembra a infância feliz.
O amarelo o calor gostoso do sol na pele.
Aquele vermelho que acelera o pulsar das veias,
E o singelo branco da pureza e paz.
Um luto se representa com o preto,
O arco-íris, o direito de todos de amar,
E não importa a cor da sua pele,
Seu sangue é vermelho assim como o meu.
Diante da vontade de celebrar me visto de cores e danço.
E nessa espiral da vida celebro a alegria do simples ato de viver."

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Desculpas (Flor).

Gente, aqueles que vieram aqui durante essa semana que me ausentei, agradeço a atenção e carinho.
Eu também preciso foliar, mas estejam certos de que tudo que vivi está entranhado na pele e no peito, e invariavelmente será compartilhado com aqueles que têm o acesso mais íntimo a mim depois, claro de eu mesma, e a partir de hoje, já serão normalizadas as atualizações. A todos os meus amigos e leitores tão devotados que aceitam o meu mundo de presente em forma de texto, reitero o agradecimento e deixo beijos.
De presente, um texto para me desculpar com todos.


Flor.



"Aqui na noite triste sem lua no céu,
Me despeço de minha bela flor.
Vejo a sereia que me enfeitiça a balançar os quadris,
Indo em direção à seu porto e me deixando ao relento.


Tenho de me contentar com seu riso fácil,
Seu jeito de menina presa ao corpo de mulher.
Tenho de aceitar que meu botão de Rosa,
Desabrochou, é flor nova no orvalho.


Minha linda flor branca como as nuvens,
Seus olhos tão negros quanto esse céu que me cobre,
Esses lábios de um rosáceo tão suave,
Porque tem de ser colhida?


Morena, que nunca será minha,
Nem menina nem mulher.
Brinca com esse pobre coração
Que é teu espinho em minha carne."