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quarta-feira, 14 de março de 2012

Inverno.

"Nem luz, nem dia,
A festa acabou quando o verão se foi.
Um rio que corria, agora é apenas um espelho gélido.
Tudo que era cor e vida, agora jaz sob um manto branco e cinza.


Sinto o vento frio a cortar fundo minha carne,
O vazio que impera nas ruas é igual ao de meu coração.
A sua partida levou consigo os últimos raios de sol,
A ilusão de que tudo seria eterno se partiu.


Enquanto a bela neve cai sobre tudo,
A beleza da dor se instala nesta moradia vazia que meu coração se tornou.
Congelado, tudo se quebra mediante a um toque suave.
E se o inverno não consumir a tudo, talvez no próximo verão, a vida retorne aqui."

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Choro silencioso.


"Tenho medo e me perco fácil.
Quero chorar, e estou seca por dentro.
Não sei o que fazer, nem quem amar.
Confiei meu coração a um tolo.


Dei um banquete aos loucos.
Entreguei a alma a um Deus que não quer saber.
Desejei o melhor aos meu inimigos,
Mas fui apedrejada pelos meus amigos.


Fiz tudo o que pude para lutar pelo bem.
Dei-me inteira, recebi a metade.
Gritei a verdade aos sete mares,
Ouvi mentiras sussurradas.


Cuidei de todos no caminho.
Me feri, me curei.
Lamentei e sorri.
Fui dor e força.


Lançada as chamas,
Pensando em tudo, sei.
Desejo apenas que acabe.
Para quem sabe renascer das cinzas."